Zenit 3 – 1 FC Porto (2ª Jornada – Champions League)
Estádio Petrovskiy, São Petersburgo
Terça, 27 de Setembro 2011 – 17h00
Tudo o que podia correr mal neste jogo correu. O Porto até começa a ganhar com a boa jogada do golo do James, mas o que sucedeu a esse momento foi uma sucessão de eventos inexplicáveis. Senti a equipa muito desunida, sem chama e sem conseguir pressionar. O massacre que sofremos no final da primeira parte fazia adivinhar o golo dos russos, que têm uma equipa com muitos jogadores acima da média. Aliando isso ao azar da lesão de Kléber (fora por umas semanas certamente, e com o sonho da selecção adiado) e a má escolha de Belluschi em detrimento de, por exemplo, Guarín, ajudaram ainda mais a que tudo corresse mal.
O lance do segundo amarelo de Fucile é, no mínimo, ridículo. Já desde o jogo com o Benfica que o uruguaio tem vindo a descer. A falta de soluções de banco e os “inventanços” do treinador, com o ex-libris de Defour a extremo esquerdo na fase final do jogo, acentuaram ainda mais. Estou certo que saí deste jogo, à semelhança da esmagadora maioria dos adeptos portistas, não preocupado com a posição do Porto para o apuramento para a próxima fase (nem considero a possibilidade de tal não acontecer) mas sim com os jogos num futuro mais próximo (Coimbra, pois claro).
Todos estes defeitos não colocam em causa a continuidade de Vítor Pereira. Só quem lá está sabe o quão difícil é tomar sempre as melhores decisões, e eu acredito que o nosso treinador certamente aprenderá com os erros e melhorará as suas escolhas e o futebol da equipa. É preciso mais, e é o apontar dos defeitos que nos torna mais fortes e nos faz querer fazer melhor. É por isso que este post é tão amargo – para que o próximo possa ser mais doce. É esta a minha convicção!
