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FC Porto 2 – 1 Shakhtar Donetsk (1ª Jornada – Champions League)

13 de Setembro de 2011 3 comentários

Estádio do Dragão, Porto
Terça, 13 Setembro 2011 – 19h45

Finalmente ouve-se o hino da Champions no Estádio do Dragão novamente. Já tinha saudades! Os adversários foram os ucranianos do Shakhtar Donetsk, equipa que tem dominado no panorama doméstico, juntando uma defesa sólida composta por jogadores de leste com um conjunto de jogadores brasileiros do meio campo para frente com índices criativos muito acima da média. Parece um pouco simplista, mas é esta a fórmula que colocou o Shakhtar no panorama europeu nos últimos anos.

O jogo começou como o esperado, com o domínio do Porto. Fernando voltou à equipa, que neste jogo necessitava de um meio campo um pouco mais contido que o da segunda parte com o Vitória de Setúbal. Cedo se notou que a sorte não esteve do nosso lado, com bola à trave a abrir e penalty falhado, também no poste. Para acrescentar a isto, o golo dos ucranianos – momento infeliz de Helton, não segurando remate fácil de Willian. Luiz Adriano, oportunista, tem o mérito de ter acreditado até ao fim. Porto a perder em casa.

Nada mudou. Porto continua a pressionar em busca do primeiro, que chega num misto de fúria e inspiração cujo adjectivo coincide com a alcunha do protagonista. Incrível redimiu-se do penalty falhado. O intervalo não chegaria sem o momento bárbaro da entrada sobre João Moutinho. Não pode haver qualquer contestação relativamente à decisão do árbitro.

Na segunda parte, o jogo mostrou a mesma face. Porto a carregar em busca do golo e o Shakhtar em busca de momentos de inspiração dos seus jogadores brasileiros. Destaca-se o jogo decepcionante de Jadson, sempre muito vigiado. Eduardo não teve hipótese de brilhar, sacrificado após a expulsão do seu colega de equipa. O golo do Porto chega num momento de génio de James, o jogador em melhor forma do plantel por larga vantagem – Kléber só confirmou. Os dragões tentaram romper a reduzida equipa do Shakhtar como os livros dizem – circulando a bola na tentativa de abrir espaços – mas Lucescu abdicou claramente de unidades dianteiras em prol da segurança defensiva. Conclusão: a inferioridade numérica (que se viria a acentuar com a segunda expulsão) não se fez sentir muito a nível defensivo. 

Enquanto via o jogo pensava que dificilmente nos iria escapar a vitória, mas tive sempre aquele receio que uma bola parada ou um lance furtuito fizesse gelar o Dragão. O Shakhtar tem jogadores com qualidade individual para isso, como se pôde ver pelo golo que marcaram – sem terem feito muito por isso. Prevejo um jogo muito complicado fora de portas, naquele que será claramente o mais duro teste desta fase da competição. Espera-se que nessa altura as coisas estejam calmas nas contas do apuramento.

 

imagem de uefa.com

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